Praça da Casa da Leitura Nair de Macedo está dominada pelo mato

16.12.13

Quem mora em bairros onde não há espaços para expressão da cultura e das artes sabe bem o valor que uma pracinha tranquila tem, seja para fazer exercícios físicos, passear com o cachorro, brincar com os filhos e relaxar com a família. No Boqueirão, como mostramos no post passado, uma da poucas praças na região do terminal de ônibus do bairro está mais pra mocó de consumo de crack do que para um espaço de lazer que também poderia ser de leitura ao ar livre.


A pracinha que fica em frente a Casa da Leitura Nair de Macedo (Rua da Capitania, nº57 no bairro Guabirotuba em Curitiba) está nessa situação: descuidada, poluída e com mato alto.



A pracinha é uma opção de lazer para quem prefere ficar longe do Centro e livre de congestionamentos poder desfrutar de um pouco de tranquilidade e leitura nos finais de semana. Diferente de outras bibliotecas públicas que funcionam aos sábados e domingos em Curitiba, como as Casas da Leitura do Parque São Lourenço, da Praça da Espanha no Bigorrilho, do Portão Cultural e do Largo da Ordem, a Casa da Leitura Nair de Macedo no Guabirotuba e a Casa da Leitura Wilson Martins do Boqueirão não abrem nesses dias, deixando de ser opções de leitura e atividades culturais nos bairros durante os finais de semana.


Como relatamos anteriormente no blog, o sábado é sem biblioteca, mas pelo menos a pracinha podia ser aproveitada ao estender uma canga no chão, servindo de local de leitura, pois tem um certo movimento de moradores, e não é impraticável no quesito segurança como a praça do Terminal do Boqueirão. Mas com esse mato alto tomando conta de toda a praça, inclusive a área dos brinquedos e da academia ao ar livre fica impossível de utilizá-la. Com o mormaço que tem feito há muitos insetos no local. Pela primeira vez em três anos visitando a praça, não havia nenhuma criança brincando, ninguém passeando com cachorro, conversando ou namorando. O mato alto dá a sensação de insegurança, a sujeira e o excesso de fezes no chão afasta os frequentadores, e no meio de tudo isso está a Casa da Leitura Nair de Macedo, biblioteca que poderia ser bem melhor utilizada, divulgada e vivida por mais pessoas.

Mas quem é que se arrisca com um mato alto como esse?

O mato alto prejudica o lazer dos moradores e dos visitantes, causa insegurança, dificulta a visão dos motoristas e ciclistas, torna o lugar horrível, propício para atividades ilícitas.



A pracinha da Rua da Capitania no Guabirotuba poderia ser utilizada para contações de histórias, peças de teatro, rodas de leitura ao ar livre, empréstimo de livros nos finais de semana, eventos esportivos, apresentações acústicas de músicos, para exposições itinerantes de arte ao ar livre, uma feirinha de troca de livros como o Navegue no Bem faz, uma Contação da Rua como acontece em João Pessoa ou um Piquenique da Leitura como acontece em Cachoeirinha. Mas atualmente o único acontecimento relevante é ver o mato crescer, já que as funções básicas da praça estão impossibilitadas por causa do mato e da sujeira.

Atualização em 26/12/2013 às 00h09

Estivemos na Praça da Casa da Leitura Nair de Macedo no dia 24/12/2013, nove dias depois da publicação desse post, procurando um lugar tranquilo para ler, tarefa impossível de se fazer em nosso bairro devido ao excesso de poluição sonora dos carros comerciais e particulares que circulam com som alto, e esse foi o cenário novamente encontrado: um matagal. Um espaço que poderia servir como local de leitura e de atividades de lazer um pouco mais próximo de casa está inutilizada pela falta de manutenção e descaso. Fotos abaixo tiradas em 24/12/2013.



Leia mais:

Texto e fotos: Daniele Carneiro e Juliano Rocha
contato@bibliotecasdobrasil.com

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