Foto: Daniele Carneiro, 28/07/2015, atual situação da Casa Kozák - Bibliotecas do Brasil 
Fotos da Biblioteca da Casa Kozák tiradas hoje pela manhã, dia 28 de Julho de 2015. Atualmente a entrada da casa do antropólogo Vladimir Kozák que escolheu o bairro Uberaba como morada serve como depósito de entulhos e lixo de construção para algum vizinho que enxergou esse potencial no gramado de um bem público. Segundo a prefeitura de Curitiba que é conhecida por suas campanhas ferozes contra à pichação, a casa tem monitoramento de segurança. Mas a atual situação da Casa Kozák nos conta uma história diferente. A grama que existia na entrada da biblioteca virou local de despejo de pedregulho e restos de obra por pessoas que aparentemente nem sabem ou não se importam com o fato de que ali até 4 anos atrás funcionou uma biblioteca, antiga morada do antropólogo tcheco Vladimir Kozák. A Biblioteca da Casa Kozák foi um importante espaço cultural que ajudou gerações de leitores a travar contato com a leitura, mas foi deixado à própria sorte, abandonado desde 2011 esperando a deterioração final.

Foto: Daniele Carneiro, 28/07/2015 - Bibliotecas do Brasil

Além do gramado da Casa Kozák estar sendo utilizado como lixão de caliça e detritos de obra, encontramos um carro estacionado em cima da grama e da calçada no local que antigamente costumava ser o jardim de entrada de uma biblioteca que promovia a leitura, atividades de formação para professores, xadrez e atividades contraturno para as crianças e adolescentes do Uberaba, bairro da periferia de Curitiba.

Desrespeito à memória de Vladimir Kozák: O gramado da Biblioteca da Casa Kozák virou depósito de caliça e estacionamento. Foto de 28/07/2015
Uma das coisas que mais cansam é tentar consertar o que está errado, avisar e apontar que algo importantíssimo está sofrendo e descobrir que quem pode fazer algo sobre o assunto, não tem vontade de escutar e nem interesse em resolver o problema. Você se transforma num Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. As pessoas que deveriam prestar contas sobre a Biblioteca da Casa Kozák no bairro Uberaba, que deveriam preservá-la e cuidar dela, além de ter o maior interesse entre todas as pessoas da cidade em reabri-la ao público não se interessam nem demonstram competência em, pelo menos, tentar transformar uma situação ruim em algo que só traria benefícios para uma comunidade, não lutam para que as pessoas da região tenham de volta um ponto de cultura por perto.

Os fatos sobre a depredação e deterioração da Biblioteca da Casa Kozák nós mostramos em profundidade no post Tristes detalhes da Casa Kozák, e desde 2013 tornamos esse assunto conhecido em nosso site através das seguintes postagens, clique e navegue por cada uma delas:

Foto: Daniele Carneiro, 28/07/2015 - Bibliotecas do Brasil
E nós já cansamos de respostas vazias e desinteressadas, escassas de qualquer ação ou vontade política em dar um novo futuro para a Casa Kozák. Respostas que se protegem atrás de imbróglios jurídicos para justificar a completa falta de ação da prefeitura. O blog Bibliotecas do Brasil não publicou novas informações sobre a Casa Kozák durante um ano e todo esse tempo nos mantivemos em silêncio porque o único fato ‘novo’ que ocorreu naquela época - e nada mais desde então - é que a Casa Kozák que foi fechada em 2011 de 'forma emergencial por conta de problemas estruturais', até hoje só recebeu um tapume para cobrir sua fachada, ocasionais cortes de grama e segundo a assessoria de imprensa da Fundação Cultural de Curitiba, um alarme monitorado. Pela estrutura da Biblioteca da Casa Kozák em relação às essas 'emergências estruturais' nada foi feito ou providenciado seja pela Prefeitura ou pelo Governo do Estado.

Interior da Casa Kozák

Como as respostas enviadas pela assessor de imprensa da Fundação Cultural de Curitiba no ano passado às questões que deixamos em aberto não foram satisfatórias, foram evasivas e não demonstraram nenhum interesse por parte da prefeitura em devolver a Biblioteca da Casa Kozák à sua comunidade o mais rápido possível, ou estabelecer um prazo para que algo realmente comece a acontecer naquele espaço, nós não nos sentimos na obrigação de publicá-las,  já que se tratavam de um blá-blá-blá burocrático, que não leva à resolução alguma e totalmente sem atitude para que mudanças efetivas ocorram.

Algumas perguntas nem foram respondidas, e outras foram respondidas com informações irrelevantes que nada tinham a ver com as perguntas. Não tinha motivo para continuar esse diálogo porque estávamos lutando contra os moinhos de vento da inação. E nós cansamos dessa indisposição de quem tem que resolver o problema. A prefeitura aguardou a Biblioteca da Casa Kozák ser invadida e depredada para fazer uma contenção de danos com o tapume, fato que só ocorreu após denunciarmos que a casa corria risco de incêndio pois havia virado mocó para consumo de crack. Mas só isso não é suficiente para manter um imóvel tão antigo e histórico protegido.

Chão do segundo andar da Biblioteca da Casa Kozák repleto de fezes de pombas. Se a prefeitura providenciou a desinfecção desse local, nunca fez questão de publicar fotos mostrando a limpeza. Foto de maio de 2014
Fotos das condições da Casa Kozák após invasão em maio de 2014. A prefeitura de Curitiba nunca divulgou em nenhum de seus canais oficiais fotos do interior da Casa Kozák comprovando limpeza, o recolhimento dos entulhos e a desinfecção da biblioteca


O jornalista Alessandro Martins, em seu blog O Transgressor na Gazeta do Povo levou ao conhecimento dos seus leitores a situação lamentável de um bem público que até onde sabemos perdura até hoje - afinal a prefeitura de Curitiba nunca mostrou fotos do interior da biblioteca para comprovar que ela realmente passou por uma desinfecção -, já que o segundo andar estava repleto de fezes de pombas e também de fezes e urina das pessoas que haviam ocupado ela para utilizar como mocó. Leia os posts do Alessandro no blog O Transgressor:
Nesse segundo artigo que o Alessandro reproduziu do blog Bibliotecas do Brasil com seus comentários no blog O Trangressor ele chama a atenção para o mesmo fato que chamamos a atenção em uma postagem de 2013, no site da prefeitura de Curitiba a Biblioteca da Casa Kozák consta como se ainda estivesse aberta ao público, informando inclusive os horários e dias de funcionamento. O mesmo consta para a Casa da Leitura Franco Giglio que amarga os mesmos 4 anos de esquecimento junto com a Biblioteca da Casa Kozák. A Fundação Cultural de Curitiba alegou em resposta ao Alessandro Martins que nossas fotos são velhas - ironicamente eles nunca fotografaram o interior da casa após alegada limpeza - mas a resposta da FCC sobre a situação da Casa Kozák é reciclada - exatamente o que nos responderam no ano passado, apelando para entraves jurídicos as falta de ação - e conforme mostramos em fotos novíssimas - a situação da Biblioteca continua se deteriorando, já que um tapume e eventuais podas de grama não são suficientes.

Foto: Bibliotecas do Brasil, maio de 2014
Esses mesmos órgãos responsáveis pela história de decadência e abandono da Casa Kozák são incapazes de estabelecer um diálogo entre si para agilizar o processo de devolver a uma comunidade algo que eles já tinham e que já era dela por direito, e por causa dessa incapacidade de conversa, o carro de Vladimir Kozák, uma Rural Willys continua a desaparecer e está praticamente irrecuperável. A casa foi fechada em caráter emergencial, conforme disse a FCC:

' O fechamento da casa aconteceu de maneira emergencial por isso a divulgação foi feita sem antecedência. No final de julho de 2011 foram identificados vários problemas estruturais na edificação, razão pela qual se solicitou vistoria por parte da COSEDI – Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis, que emitiu relatório sugerindo a imediata interdição do espaço'. 

Acontece que essa mesma situação emergencial aguarda estática por uma intervenção há 4 anos sem nenhuma obra estrutural - somente poda de grama e colocação de tapumes após as nossas denúncias de invasão da Casa Kozák. Não houve nenhuma alteração na situação do imóvel em si, que continua a se deteriorar. Prefeitura e Secretaria de Estado são tão fechados ao diálogo, que até para colocar uma simples proteção de lona e tentar resguardar a carcaça da Rural Willys de Vladimir Kozák eles não conseguem providenciar numa ação conjunta, preferindo o empurra-empurra burocrático.


Foto: Daniele Carneiro, 12/05/2014 - Bibliotecas do Brasil
Essa foto é de Maio de 2014 quando o blog Bibliotecas do Brasil denunciou a invasão da casa. Atualmente um tapume esconde o patrimônio cultural do Uberaba e a memória de Vladimir Kozák deteriorando-se ano após ano.

Foto: Bibliotecas do Brasil, maio de 2014
Sobre o carro de Kozák a FCC nos disse: 'A responsabilidade de todo o espólio e acervo do artista é da Secretaria Estadual da Cultura'.

E a Secretaria de Estado da Cultura respondeu o seguinte sobre o carro e demais objetos deixados para trás dentro da casa:

'Esclarecendo, não há nenhum objeto do acervo Kozák, com exceção do carro, dentro da casa. O que resta dos móveis e demais materiais faziam parte da biblioteca. Os bens móveis de Vladimir Kozák, destinados ao Museu Paranaense pela justiça, integram o acervo do museu desde o final dos anos 1970 e se encontram em bom estado de conservação, organização e catalogação, estando em processo de digitalização e inscrição no sistema Pergamum, é possível ter acesso ao que já foi cadastrado por meio do link www.memoria.pr.gov.brJá o carro, pela falta de recursos, infelizmente escapa dessa condição. Sobre a referida placa, ela foi dada pela PMC (há a logomarca de Curitiba 300 anos, como se vê na foto) tendo sido dada à casa quando esta já era biblioteca municipal, não fazendo parte do acervo do homenageado'.

Porque esses objetos não foram retirados de dentro da Casa Kozák percebendo-se que o local estava abandonado, corria o risco de sofrer invasões e os bens poderiam ser depredados e furtados - como realmente aconteceu?
Conforme já questionamos em um post no ano passado, e voltamos a questionar: - Não será possível à Prefeitura Municipal de Curitiba e a Secretaria de Estado da Cultura que trabalhem e colaborem entre si de forma concreta para favorecer a conservação do que resta da Rural Willys de Vladimir Kozák, para que as gerações futuras possam aprender a respeitar e apreciar essa herança cultural deixada ao bairro Uberaba e à cidade de Curitiba, já que as gerações atuais não podem nem ter contato com esse legado?

Já deixaram bem claro que não.

Piso da Biblioteca da Casa Kozák, maio de 2014 - Foto: Bibliotecas do Brasil

A prefeitura de Curitiba esconde-se atrás de pendengas jurídicas e só empurra o problema com a barriga para um futuro de incertezas. Não há em nenhuma informação sobre a atual condição da Biblioteca da Casa Kozák no site oficial da Prefeitura de Curitiba ou um espaço no site dedicado exclusivamente a divulgar informações e posicionamentos dos trâmites jurídicos referentes aos espaços culturais que estão abandonados, amargando anos de deterioração como a Casa da Leitura Franco Giglio no Campina do Siqueira e a Casa Erbo Stenzel no Parque São Lourenço.


A Casa da Leitura Franco Giglio está abandonada e fechada ao público desde 2011 segundo a FCC 'em processo para reconhecimento da inscrição do imóvel'. Assim como a Casa Kozák, a prefeitura jamais divulgou imagens internas da biblioteca ou informações sobre as condições estruturais da casa atualmente.

Devemos sempre prestar atenção no valor positivo das bibliotecas presentes em nossos bairros e cidades, opinar e questionar os órgãos gestores, principalmente quando as bibliotecas não são atuantes, ou estão desativadas, pois é através delas que é possível modelar uma mentalidade e determinar uma sensibilidade na comunidade de leitores. Como será possível fortalecer as bibliotecas se não é possível tê-las funcionando plenamente para que as pessoas desenvolvam o costume de utilizá-las e se habituem a fazer um uso comum delas?

Em 2013 nós ouvimos que a Casa Kozák seria colocada no orçamento do próximo ano e 'as obras devem começar em 2014'. Agora, em 2015 ouvimos as mesmas coisas novamente. Isso não é uma resposta de verdade, isso é empurrar com a barriga até a reeleição do prefeito, ou até que outro prefeito assuma, e daí não é mais problema deles. O que nos interessa é que os governos - municipal ou estadual - cumpram com o seu papel, que cumpram com suas obrigações e nosso dever como cidadãos, usuários e adoradores de bibliotecas é alertar e cobrar resoluções rápidas. E nós sempre utilizaremos o blog Bibliotecas do Brasil para tornar públicos esses casos de abandono.

O fechamento de uma biblioteca é traumático para a região que perde um ponto de cultura e deve ser evitado a todo custo.

Clique na imagem para ver maior. Arte: Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil | Foto da Casa Kozák funcionando: Em Cartaz
Alternativas viáveis para que a leitura seja incentiva dentro da comunidade

Caso não seja possível à biblioteca continuar funcionando com horário reduzido ou em espaço menor durante as reformas, deve ser dada uma alternativa aos moradores da região. Uma alternativa viável e próxima das pessoas, não uma solução de engravatados que usam carros para se locomover todos os dias e dizem que existe uma outra biblioteca há 2.500 metros do local.

A Unesco no livro 'Cartas Patrimoniais' recomenda que em caso de necessidade que a biblioteca, museu ou bem cultural seja parcialmente fechado ao público, para que se faça a reparação, reconstrução ou reforma. Por exemplo, a biblioteca abre ao público de manhã ou durante duas ou três horas do dia para novos empréstimos e devoluções, e depois ela é fechada para que as obras prossigam.

Fechamento total ao público somente em último e calamitoso caso. Caso a biblioteca venha a ser fechada é necessário dar aos usuários e leitores uma alternativa para que eles continuem a usufruir do acervo na região, sem precisar que se desloquem a outros bairros, pegar ônibus, ou se locomover por percursos desmedidos para continuar tendo acesso aos livros que eram disponibilizados ali mesmo na sua região. Se o bairro é de periferia e não foi providenciada uma alternativa para que o acesso a esse acervo continuasse a ser utilizado pelos leitores, como eles conseguirão ter uma identidade própria e mais para frente expandi-la, se não há espaços para expressar cultura, para adquirir instrução, trabalhar o aprendizado e ler, simplesmente se dar ao prazer de ler?

Tarefa hercúlea ou falta de vontade em encontrar um caminho?

Se é tarefa hercúlea colocar uma casa de madeira cheia de livros para voltar a funcionar - lembrando que são 4 anos desde que a biblioteca foi fechada - enquanto a reforma não tem previsão para começar e os ‘trâmites jurídicos’ não se desenrolam...


  • Por que a prefeitura não providencia uma tenda de livros em frente da Biblioteca da Casa Kozák ou na praça mais próxima todo final de semana, com empréstimos de livros, atividades de leitura , contação de histórias e circulação de livros livres? Que sejam feitas atividades culturais para pelo menos manter vivo o polo cultural, para que a Casa Kozák não caia definitivamente no esquecimento, e para que não se perca esse símbolo tão importante para a região. 

As bibliotecas são equipamentos culturais fundamentais na formação de identidade do bairro, não devem ser perdidas, nem fechadas, trancadas e esquecidas. É preciso encontrar um caminho, que não esbarre na falta de vontade e desinteresse político já que quando uma biblioteca é fechada ao público, é muito difícil que reabra novamente. Anos e anos de gerações de leitores e oportunidades de fortalecimento de uma comunidade são perdidos.

Projeto arquitetônico, estudo ou esboço são de interesse público e devem ser divulgados em locais de amplo e fácil acesso

Até hoje não foi publicada nos sites oficiais e redes sociais dos órgãos responsáveis pelas duas bibliotecas – Biblioteca da Casa Kozák e Casa da Leitura Franco Giglio uma lista detalhada sobre o atual estado de conservação delas, sobre a natureza das intervenções pelas quais elas precisam passar, nem informaram o orçamento que será destinado aos reparos e reformas. A Fundação Cultural de Curitiba só responde que: 'A avaliação estrutural atualizada e o projeto executivo das intervenções só poderão ser realizados após a averbação do imóvel'.

O que vimos após nossas matérias sobre a Casa Kozák terem sido publicadas foi aquele jogo de empurrar o problema para uma outra gestão, e que as mãos dos governos estão atadas e todo aquele blábláblá de quem quer se livrar do assunto. Briguinhas partidárias na maioria das vezes estão acima de uma conversa objetiva na resolução do problema. Uma imagem de baixa resolução com a grafia errada do nome de Vladimir Kozák surgiu no site pessoal de um vereador, um alegado ‘projeto de reforma’ do IPPUC - sem a publicação desse mesmo projeto em sites oficiais, nem do próprio órgão IPPUC de forma que o público pudesse acessar e questionar sobre os rumos de tal reforma, que alteraria completamente as linhas arquitetônicas da antiga casa histórica do naturalista tcheco que adotou o Uberaba como morada final.

A situação da Casa Kozák e também da Casa da Leitura Franco Giglio deve ser debatida em conjunto com a população dos bairros onde elas se encontram e com os moradores de Curitiba opinando, participando, dizendo o que seria interessante ter nesses locais que foram deixados à margem, esquecidos, abandonados para apodrecer. É parte do processo democrático aceitar contribuições da comunidade, dos curitibanos e profissionais das áreas de memória, preservação, restauro, urbanismo e arquitetura. Que todos possam opinar, bem como os antigos usuários, frequentadores e leitores das bibliotecas, e moradores da região para que a memória do Kozák e o simbolismo que a casa tem para o Uberaba e para Curitiba sejam perpetuados.

Não se pode simplesmente descaracterizar um imóvel que tem um peso histórico para região. A função legislativa dos vereadores é de fiscalizar, denunciar e exigir providências, a administração de uma cidade é pública, e trabalha para prestar serviços aos cidadãos e debater os projetos de foma bem visível aos olhos, às opiniões, críticas e sugestões do público. Precisamos tornar essas ações públicas para que projetos que estão indo para o lado errado, atendendo interesses de ordem eleitoreira possam ser argumentados pela população, já que a Biblioteca da Casa Kozák tem um peso importantíssimo para a região e para a cultura indígena - afinal quantos outros antropólogos tchecos temos conhecimento que escolheram um bairro periférico de Curitiba para construir casa e fazer desse local seu lar, seu espaço cultural e manter sua memória?

Se as gestões municipal e estadual tivessem feito um pequeno esforço em estabelecer um diálogo e manter a casa, em realizar um processo de manutenção correto da biblioteca, não seria perdido um ponto de cultura na periferia de Curitiba, não continuaria o descaso e a destruição de um símbolo cultural da cidade. Enquanto nada acontece os únicos frequentadores da Casa Kozák são as pombas, e o que continua a acontecer é a deterioração.


Texto: Daniele Carneiro e Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil
Artes: Juliano Rocha
Fotos: Bibliotecas do Brasil - Creative Commons
Foto da Casa Kozák em funcionamento na linha do tempo: Em Cartaz

Agenda do escritor Ferréz para os próximos meses de 2015

8/8 - Encontro Literatura Marginal na Fábrica do Capão às 16h.
10/8 - Rede TV - Entrevista e leitura.
14/8 - Sessão de autógrafos Desterro na Nobel Shopping Mais Largo 13 às 19h - Com Alexandre De Maio.
21/8 - Encontro Literatura Marginal Raul Seixas na Praça da Sé.
12/9 - Encontro Literatura Marginal Fábrica São Luiz às 16h.
14/9 - Primeira Feira Literária de Cidade Tiradentes (CFCCT) às 10h.
15/9 - Araçatuba / Literária 2015 - Palestra e leitura: PalavrArmas.
16/9 - Três Fronteiras - Palestra e leitura: Os Ricos Também Morrem.
16/9 - Rubinéia / Viagem Literária
17/9 - Birigui - Sessão de autógrafos após evento.
18/9 - Buritama - Palestra e leitura PalavrArmas.
25/9 - Lançamento PalavrArmas / Nobel Shopping Mais Largo 13 às 19h.
27/9 - Apresentação PalavrArmas no Show Detentos Do Rap.
10/10 - Encontro Literatura Marginal Fábrica do Capão às 16h.
14/11 - Encontro Literatura Marginal Fábrica da Brasilândia às 16h.
12/12 - Encontro Literatura Marginal Fábrica do Capão às 16h.


Foto: Ferréz
Arte: Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil


Nessa semana temos todos esses temas na Bibliotecas do Brasil Expresso:

Como o feminismo pode melhorar o mundo em uma tirinha • 12 bibliotecas livres e lindas • Escritórios de aluguel no meio da natureza • Quantas escritoras negras você leu esse ano? • Morador de rua que é um leitor assíduo • Cartões postais de Marte • Poema em animação do Charles Bukowski • Declaração para o Direito das Bibliotecas • Uma reflexão sobre a representatividade das mulheres na literatura

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Texto e arte: Juliano Rocha
Fotos: Brasil Post - Upworthy - DesignTaxi - Blogueiras Negras - SP Invisível - Trendland
contato@bibliotecasdobrasil.com
A British Libray do Reino Unido em conjunto com a Microsoft escanearam mais 65 mil livros de seu acervo dos séculos 17, 18 e 19 e disponibilizaram as imagens para uso sem restrições de direitos autorais, você pode utilizar, criar e remixar para o fim que achar necessário. A British Library só pede (não exige) que coloque-se de onde vieram as imagens como uma cortesia pelo trabalho deles.


Os responsáveis pelo conteúdo admitem que ainda não puderam colocar tags e descrever o conteúdo de todas imagens por se tratar de um acervo tão gigantesco. Mas as imagens contém o nome do autor, o livro de que foram retiradas e a página em que se encontravam.


O conteúdo é bem variado e possui capas de livros, ilustrações de histórias clássicas, mapas, caricaturas, fotos e decorações internas de livros.


Esse acervo é mais uma adição a imensa coleção que museus, bibliotecas e instituições governamentais do mundo inteiro estão disponibilizando online, democratizando informações que antes ficavam disponíveis apenas aos visitantes de seus acervos.


A intenção da British Library é no futuro, com a colaboração de pessoas do mundo inteiro que acessam esse acervo contar com a descrição completa das imagens através de um aplicativo online que eles estão desenvolvendo, também com código aberto.


Existem diversas maneiras de navegar pelo conteúdo que está hospedado na sessão do conteúdo Creative Commons dentro do Flickr. Você pode fazer uma pesquisa por palavras-chave, navegar pelos álbuns que um software de reconhecimento de imagens montou, ou conferir alguns destaques escolhidos pelos curadores das imagens.


Essa volta ao domínio público de conteúdo que já não é mais regulado pelos direitos autorais é uma evolução natural das instituições responsáveis pela preservação da memória da humanidade como um todo. O mundo digital permite e facilita um dos papéis mais importantes dessas instituições que além de preservar essas informações também tem como missão difundir o conhecimento que elas possuem.

*Todas as imagens do post são do acervo disponível pela British Library e estão sob domínio público.

Confira também:


Com informações do blog da British Library e do site Open Culture.
Texto: Juliano Rocha
contato@bibliotecasdobrasil.com

A primeira biblioteca feminista de São Paulo tem um papel evidente: reunir em um mesmo local, obras que versam sobre a figura da mulher, os problemas e desigualdades que enfrenta no Brasil e no mundo, além de contar suas histórias sob diferentes ângulos. Idealizada por e para mulheres, a biblioteca teve seu processo de estruturação pensado também por elas, a muitas mãos. Para além de proporcionar literatura qualificada sobre gênero e diversidade sexual, a sala temática pretende dar visibilidade à produção não apenas literária, mas também acadêmica e artística das mulheres, incentivando e difundindo esse conteúdo. “A biblioteca não é apenas apenas para que a gente absorva cultura, mas para que possamos produzir também”, relata Iris Leite, militante feminista e moradora de São Mateus.
Para Iris Leite isso faz toda a diferença. “A zona leste tem um movimento forte de mulheres, mas a gente não tem espaço, na realidade, porque é tudo muito centralizado. Uma das coisas mais incríveis sobre a biblioteca é a questão da descentralização. Para participar das coisas, sempre precisávamos ir para o centro, e com o espaço aqui fica muito mais fácil.”
A efervescência de coletivos e movimentos sociais – sobretudo relacionados à luta das mulheres – presente na região é uma das razões pelas quais a Biblioteca Cora Coralina foi eleita para abrigar a sala temática. “Por aqui há vários grupos culturais e equipamentos públicos que trabalham com a questão das mulheres. Há muitas pessoas que militam em prol dessa causa”, esclarece o bibliotecário Cléo Lima, coordenador da unidade.

Biblioteca Feminista Cora Coralina
Rua Otelo Augusto Ribeiro, 113 – Guaianazes, São Paulo / SP.
Tel.: (11) 2557-8004 - Horário de atendimento: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h; de sábado das 9h às 16h e de domingo das 10h às 15h.