Como foi a Troca de Livros Livres no Parque Gomm

Passamos a manhã e a tarde conversando sobre livros livres, cidadania e trocamos muitos livros.

Lista de 14 livros para ser um escritor melhor por Ernest Hemingway

Ao ser perguntado por um jovem escritor o que deveria ler, ele sacou a caneta e escreveu esta lista em 1934.

Bibliotecas do Brasil Inbox #15

Essa semana nossa newsletter tem textos sobre o documentário Estamira e de como a loucura é tratada no Brasil e também lembramos do Nelson Mandela em seu dia internacional.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como foi a Troca de Livros Livres no Parque Gomm

Foto: Maria Luiza Lago
Foto: Maria Luiza Lago

No último sábado, 19/07/2014, o blog Bibliotecas do Brasil realizou em parceria com o movimento cívico Salvemos o Bosque da Casa Gomm a Troca de Livros Livres para comemorar a notícia de que o Parque Gomm está para ser criado, incentivar a leitura ao ar livre e divulgar a Minibiblioteca do Sossego
Sentimos que é fundamental esse contato com os leitores pois as pessoas querem saber como a Minibiblioteca funciona, têm várias perguntas a fazer, querem entender como podem emprestar, trocar e doar livros. Tínhamos a previsão de ficar das 10h até às 13h, mas ampliamos esse horário até às 16h, porque toda vez que começávamos a juntar os livros para ir embora, mesmo com o dia gelado, chegavam novos visitantes com mais exemplares para trocar ou doar. Foi ótimo! 
O movimento de pessoas foi muito maior do que esperávamos e as cenas eram marcantes: crianças vinham até nós e pediam para emprestar livros, faziam a troca, levavam livros para ler com os pais no gramado durante o piquenique, voltavam para devolver, emprestavam mais livros e assim foi a manhã e tarde inteiras.  Foto acima: Maria Luiza Lago

O começo da nossa Troca de Livros Livres. Fotos: Juliano Rocha

Nós sentimos que há muita vontade por parte de moradores dos mais variados bairros de partilhar livros, e muitos visitantes nos disseram a mesma coisa: estão todos carentes de uma feira do livro em Curitiba. A ideia da Troca de Livros Livres funciona de maneira bem simples: a pessoa coloca o livro que quer trocar sobre o gramado, e escolhe o livro que quer levar para casa. Ou então pode doar livros diretamente para a Minibiblioteca do Sossego.

Foto: Juliano Rocha

A Marilia já estava no Parque Gomm quando chegamos para montar a Troca de Livros Livres. Ela logo pegou um livro e escolheu um cantinho no sol para aproveitar a manhã gelada para ler.

Foto: Salvemos o Bosque da Casa Gomm

Esse simpático casal mora pertinho do parque e nos contou que conheceram a Casa Gomm quando ela ainda não havia sido desmontada e mudada de lugar, e o Bosque era muito maior. Eles nos contaram várias histórias de como era o Bosque antigamente, e comentaram que próximo ao Parque Gomm existe a Biblioteca Franco Giglio (atualmente Casa da Leitura), que infelizmente foi fechada em 2011, e nunca mais abriu para emprestar livros e promover a cultura nos bairros próximos, "deixando um vazio principalmente para as crianças" afirmaram. Nós publicamos o artigo "Casa da Leitura Franco Giglio está abandonada em Curitiba" sobre o fechamento e esquecimento dessa biblioteca em abril de 2014. O casal disse que pretende doar 50 livros para a Minibiblioteca do Sossego. Os leitores com certeza vão apreciar essa doação.

Foto: Salvemos o Bosque da Casa Gomm

A Anna Luiza (abaixada lendo um livro no centro da foto) veio de ônibus pela primeira vez em um dos sábados de atividades do Parque Gomm, ela adorou a ideia da troca de livros, o espaço, e deu a maior força para que a gente organize novas trocas. É fantástico conhecer pessoas que pensam bem parecido com a gente na questão dos livros livres, da acessibilidade e das bibliotecas atuantes que abraçam e trazem essa comunidade de leitores para dentro de seus espaços. Esse senhor de terno (lado esquerdo da foto) foi ao Parque especialmente para doar vários exemplares de um livro de História do Brasil que ele mesmo escreveu. Foi muito generoso da parte dele e os livros já ficaram na Minibiblioteca para empréstimo.

Luca expressando sua opinião sobre livros de fotografia e fotógrafos. Foto: Marilia Fanucchi

A Biblioteca da Casa Kozák também esteve presente nas conversas travadas durante a Troca de Livros Livres. Professores que vieram trocar livros ao longo do dia nos disseram que chegaram a realizar oficinas e rodas literárias na casinha do etnólogo Vladimir Kozák, construída no estilo tcheco por ele mesmo no bairro Uberaba. Em 1979,quando Kozák morreu, sua casa, agora conhecida como Casa Kozák foi transformada em biblioteca. Mas hoje, tanto sua casa quanto seu carro, uma Rural Willys, sofrem abandonados com a falta de manutenção e com a ação do tempo. Leia os artigos que publicamos mostrando os "tristes detalhes do interior da Casa Kozák" e as "questões em aberto sobre a Biblioteca da Casa Kozák".

Foto:  Salvemos o Bosque da Casa Gomm

A Raquel subiu na árvore para ler o seu livro. Espírito livre!

Foto: Maria Luiza Lago

Essa moça comprou um livro em um sebo e foi ao Parque Gomm aproveitar o dia para ler.

Foto: Maria Luiza Lago

Muitas crianças participaram ativamente da troca, é muito bonitinho vê-las trazer os livros, entregar nas nossas mãos e trocar por outros exemplares. 

Doações 

Parte dos livros arrecadados durante a Troca de Livros Livres ficaram na Minibiblioteca do Sossego. Os demais exemplares serão carimbados com a arte da iniciativa "Leia, Empreste ou Devolva" da qual a Minibiblioteca faz parte, e servirão para reabastecê-la nas próximas semanas. Quem quiser pode acompanhar as próximas movimentações da Minibiblioteca do Sossego no Facebook. Dividiremos esses livros que foram doados com a Biblioteca Livre Pote de Mel, iniciativa do editor do blog Livros e Afins, Alessandro Martins, e a pioneira de Curitiba que nos inspirou a concretizar a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa
Já que muitas pessoas que foram para a Troca de Livros Livres conhecem a Biblioteca Livre Pote de Mel e frequentam a padaria, nada mais natural do que dividir o acervo com ela, afinal ela é a nossa grande inspiração. A nossa ideia era articular uma arrecadação direcionada à Bibliopote, mas como as doações foram generosas, dividiremos. 

No final da tarde mais pessoas apareceram para trocar livros. Foto: Maria Luiza Lago

Próxima edição da Troca de Livros Livres

Como os pedidos para que a gente realize uma nova troca de livros foram bastante consistentes, com certeza vamos combinar com a Salvemos o Bosque da Casa Gomm uma próxima edição, mas decidimos que será somente após as eleições. Acompanhe o Facebook da Minibiblioteca do Sossego, e o blog Bibliotecas do Brasil para se informar à respeito da próxima data.
Enquanto isso, a Minibiblioteca do Sossego segue ativa no Parque Gomm, sempre movimentada e disponível para quem quiser emprestar, trocar ou doar livros. Valeu gente! Agradecemos a todos que compareceram, trocaram livros, emprestaram e doaram. Nós acreditamos na doação como prática solidária, e vê-la sendo praticada é uma grande satisfação.

Intercâmbio de ideias

Foto: Maria Luiza Lago

Banda Recif de compas haitiano, moradores de Curitiba, visitaram o Parque Gomm e levaram livros livres para ler.

Foto: Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil.

À tarde a banda haitiana Recif de compas (um ritmo musical haitiano) esteve no Parque Gomm para conhecer o local. Eles estão estabelecidos em Curitiba há 2 anos. Esses livros que eles estão nas mãos eles pegaram emprestados no finalzinho da Troca de Livros Livres da Minibiblioteca do Sossego.
No dia 9 de Agosto de 2014 eles vão fazer um show às 18h no Centro Cultural de Pinhais, na Rua 22 de Abril, nº305, no Centro de Pinhais/PR e eles deixaram o convite aberto para todos que quiserem prestigiá-los. Os ingressos custam R$20,00. Informações: (41) 9552-7111



Encontramos no mural de recados na entrada de um restaurante na região do Parque Gomm no sábado: é a divulgação da nota que saiu no blog da Lumen FM que a Diana Vieira publicou, para que os clientes do restaurante conheçam a Minibiblioteca. Achei bonitinho, gentil, fico feliz de ver as pessoas demonstrando carinho pela Minibiblioteca do Sossego. Que continue a fluir.

Chegou aqui agora? Então leia esse post.
Curta no Facebook a página do blog Bibliotecas do Brasil, da Salvemos o Bosque da Casa Gomm e da Minibiblioteca do Sossego.

Texto: Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com
Fotos: Juliano Rocha, Salvemos o Bosque da Casa Gomm, Marilia Fanucchi, Maria Luiza Lago

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Lista de 14 livros para ser um escritor melhor por Ernest Hemingway

*A citação da imagem encontra-se no artigo que Hemingway escreveu para a revista Esquire em 1934. O artigo pode ser lido em inglês aqui.

Ernest Hemingway (1899 - 1961), escritor que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura por seu livro "O Velho e o Mar" era adepto da ideia da simplicidade, de ser o mais direto possível em sua escrita para passar o maior número possível de informações e não atrapalhar na imersão do leitor na história. Em 1934, ao ser perguntado por um aprendiz de escritor dicas de como escrever melhor, ele passou uma lista com 14 livros que ele achava necessários para todo escritor conhecer. Leia a história completa desse encontro em um delicioso artigo na Revista Clichetes aqui. Abaixo segue a lista:

Texto e arte: Juliano Rocha
Bibliotecas do Brasil - contato@bibliotecasdobrasil.com

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Bibliotecas do Brasil Inbox #15


Bibliotecas do Brasil Inbox #15 acabou de sair do forno e está recheada de conteúdos culturais, dicas, agenda, selinho e outros textos que só quem assina a newsletter tem acesso. Ficou com vontade de ler? Assine agora que você receberá de brinde todas as edições anteriores e poderá ficar por dentro do que aprontamos nas newsletters passadas enquanto a próxima sexta-feira não chega.
Nessa semana falamos do Mandela Day e como podemos utilizar os ensinamentos de Nelson Mandela para promovermos uma mudança para melhor no mundo. Também entramos no mundo esquizofrênico e iluminado da catadora de materiais recicláveis Estamira no lixão de Jardim Gramacho, em um documentário de Marcos Prado.
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Texto e arte: Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com

Mandela Day - Dia Internacional Nelson Mandela



Como você faz de todos os dias um Dia Mandela?
Partilhe suas ações e junte-se à comunidade global dos que fazem a mudança acontecer no Dia Mandela.

"O que conta na vida não é o simples fato de termos vivido. É o que fizemos de diferença na vida dos outros que irá determinar o significado da vida que levamos" - Nelson Mandela

O Dia Internacional Nelson Mandela foi lançado em reconhecimento ao aniversário de Nelson Mandela em 18 de julho de 2009 por decisão unânime da Assembléia Geral da ONU. Foi inspirado por um chamado que Nelson Mandela fez um ano antes para que a próxima geração assuma o papel de liderança para enfrentar as injustiças sociais do mundo, quando ele disse que "está em suas mãos agora".
O Dia Mandela é mais do que uma celebração da vida e do legado de Madiba. É um movimento global para homenagear o trabalho de sua vida e ações para transformar o mundo em um lugar melhor.

Tome uma atitude. Inspire a mudança.
Faça com que todos os dias sejam o Dia Mandela.
A mensagem por trás do Dia Mandela é simples - cada indivíduo tem a capacidade e a responsabilidade de transformar o mundo em um lugar melhor.
Se cada um de nós atendesse ao chamado de simplesmente fazer o bem todos os dias, estaríamos vivendo o legado de Nelson Mandela e ajudando a construir o país de nossos sonhos.
O bastão da liderança foi entregue a nós. Agora está em nossas mãos fazer a diferença.
O ano de 2014 é particularmente simbólico conforme trabalhamos para homenagear um grande estadista e fazer de cada dia um Dia Mandela, ao mesmo tempo que celebramos os 20 anos de liberdade democrática da África do Sul.

A MENSAGEM
Nelson Mandela seguiu três regras ao longo de sua vida, o que ele fez com grande sacrifício pessoal:

  • Liberte-se.
  • Liberte os outros.
  • Ajudar todos os dias.
Mandela Day é um chamado global à ação para os cidadãos do mundo aceitarem o desafio de seguir os passos formidáveis ​​de Madiba, um homem que transformou sua própria vida, serviu seu país e libertou seu povo. O objetivo é inspirar as pessoas a tomarem medidas para tornar o mundo um lugar melhor e, fazendo isso, construir um movimento global para o bem.
A pergunta que devemos nos fazer é o que estamos fazendo para tornar o mundo um lugar melhor, o que estamos fazendo para tornar cada dia um Dia Mandela?
O Dia Mandela é dinâmico e está em constante mudança: ele pertence a todos e pode ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento. Apelamos a todos para encontrarem inspiração para sua contribuição no legado de Nelson Mandela e de ajudar aos outros seres humanos todos os dias.

COMO AJUDAR TODOS OS DIAS
Para a Fundação Nelson Mandela, as ações do Dia Mandela, não importa quão grande ou pequenas, devem concentrar-se de forma consistente na realização ou restauração da dignidade e autonomia através de colaborações. Para a Fundação as seguintes áreas de atuação tem um significado especial:

A segurança alimentar
Todas as pessoas em todos os momentos, devem ter acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos para manter uma vida saudável e ativa.
Esta é uma medida de apoio social crucial para o desenvolvimento eficaz e para o crescimento.
Ao desenvolver atividades de doação de alimentos, doar cestas básicas, cultivar hortas ou organizar doações de pratos preparados e quentes, permite-se o acesso de longo prazo à segurança alimentar, e isto pode diminuir a fome no mundo.

Educação e alfabetização
Em um mundo onde o conhecimento é realmente poder, educação e alfabetização são os blocos de construção básicos que abrem as portas da oportunidade e do sucesso.
Nós todos temos uma responsabilidade como pais, cuidadores, educadores, líderes e cidadãos de incutir nos indivíduos, crianças e comunidades o desejo de alfabetizar-se e aprender, para que possamos dar a eles a chance de realizarem seus sonhos.
Vamos trilhar o caminho da educação.

Moradia e infra-estrutura
Não há maior indignidade que a ausência de um lugar para chamar de lar. Infelizmente, o ciclo da falta de moradia e de infra-estrutura só pode ser quebrado se as pessoas se unirem e tomarem medidas para realizar uma mudança.
Essa ação aproxima as pessoas para construir casas, comunidades, cidades, continentes e um futuro.

Serviço e voluntariado
Servir diariamente ao próximo, de qualquer forma, é uma ação que cada um de nós pode se comprometer. Como agentes da mudança por Madiba em todo o mundo, vamos fazer a nossa parte "vivendo" o legado de Madiba.
Para servir e conduzir o movimento para o bem comum e, ao final, uma coesão social comum - as pessoas em toda parte são encorajados a contribuir com suas ações para tornar o mundo um lugar melhor e tornarem-se um servidor público a serviço da humanidade.
Madiba era o servidor público por excelência.
Façamos como Mandela, o líder abnegado que nós amamos, e nos transformemos também em líderes abnegados em nossas comunidades.
Lidere pelo exemplo.

Traduzido do site Mandela Day, para saber mais acesse o site: http://www.mandeladay.com/


Hoje, dia 18 de Julho de 2014 é uma data especialíssima para nós. Nesse mesmo dia em 1918 nasceu Nelson Mandela, o nosso querido Madiba. E o dia é dedicado à comemoração desse admirável ser humano, a mostrarmos nosso respeito, e nossa mais profunda admiração por Mandela aos nossos amigos e leitores. O Doodle do Google dedica uma homenagem especial para comemorar a data de nascimento de Nelson Mandela.

Se estivesse vivo Madiba estaria completando 96 anos, ele deixou muitas saudades nos corações daqueles que o admiram e o respeitam. Nelson Mandela morreu em dezembro do ano passado e ficou reconhecido mundialmente por ser um grande líder na luta pelo fim do Apartheid na África do Sul, além de conclamar as pessoas do mundo inteiro a fazer o possível em prol da evolução do espírito humano. Aproveite essa oportunidade para ler um livro sobre a vida de Madiba que sempre será muito querido e lembrado pelas pessoas que acreditam que um mundo mais justo é possível.

Salve Madiba!

Ele também já foi tema da newsletter Bibliotecas do Brasil Inbox, na edição nº 12. Ao assinar a newsletter, você recebe de brinde o arquivo com as edições que já enviamos anteriormente aos nossos assinantes. Logo mais no blog e na newsletter Bibliotecas do Brasil publicaremos um texto sobre o Mandela Day! Assine a newsletter para recebê-la gratuitamente toda sexta-feira nesse link http://eepurl.com/R2rGf

Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com
Arte: Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Troca de livros livres no Parque Gomm


Participe da Troca de Livros Livres no Parque Gomm no próximo sábado, dia 19/07/2014 à partir das 10h. Uma iniciativa do blog Bibliotecas do Brasil, da Minibiblioteca do Sossego e do movimento cívico Salvemos o Bosque da Casa Gomm.

Traga um livro e troque por outro livro
Faça uma seleção na sua estante e traga aqueles livros de literatura que você não precisa mais para trocar pelos exemplares que estarão disponíveis no gramado do Parque Gomm, ou doar para a Minibiblioteca do Sossego.
Doe de coração, escreva uma dedicatória, liberte seus livros.
Traga livros em boas condições de uso, gentilmente usados ou novos que possam ser imediatamente repassados para novos leitores (não podem estar rabiscados, rasgados, sem capa ou embolorados).
Selecione aqueles bons livros para leitura ao ar livre ou para carregar na bolsa ou na mochila e ler sempre que puder.
Livros didáticos escolares, apostilas de cursinho e de idiomas também não atendem ao propósito da troca.
Leia mais sobre doação de livros.
Conheça os leitores que frequentam a Minibiblioteca do Sossego.

Minibiblioteca do Sossego



A Minibiblioteca do Sossego do Parque Gomm de Curitiba faz parte da iniciativa "Leia, Empreste ou Devolva" do blog Bibliotecas do Brasil, e é uma parceria com o movimento Salvemos o Bosque da Casa Gomm. As pessoas que visitam o Parque Gomm podem emprestar livros livres da Minibiblioteca e levar para casa para ler. Também podem emprestar os livros para outros leitores como os filhos, sobrinhos, amigos, parentes, e depois se quiserem, podem devolver para a Minibiblioteca, ou então deixar que os livros continuem circulando nas mãos de novos leitores. Mas para que a Minibiblioteca do Sossego continue encantando os leitores que já a conhecem e os novos leitores que estão conhecendo a Mini agora, ela precisa de sua ajuda para conseguir mais livros para o acervo. Saiba como doar.

O Parque Gomm está localizado no final da Rua Bruno Filgueira nº 850, no bairro Batel em Curitiba/PR. Você pode entrar livremente pelos fundos do shopping Pátio Batel, na calçada da Rua Hermes Fontes (vindo pela Rua Costa Carvalho).


Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com
Arte: Juliano Rocha
Fotos: Daniele Carneiro

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Questões em aberto sobre a Biblioteca da Casa Kozák


No dia 1º de Setembro de 2014 a Biblioteca da Casa Kozák completará seu terceiro ano desativada e fechada ao público. Ela esteve fechada e abandonada durante 1 ano e 3 meses na gestão municipal anterior, e 1 ano e 10 meses na atual gestão municipal de Curitiba, totalizando 2 anos e 10 meses de biblioteca fechada ao público no bairro Uberaba. Foram duas gestões diferentes da prefeitura e duas presidências diferentes da Fundação Cultural de Curitiba e a biblioteca continua fechada ao público.
Em maio de 2014 a Biblioteca da Casa Kozák teve o seu interior invadido e depredado, e nós fizemos um longo artigo com fotos ilustrando a situação em que a biblioteca se encontrava. Leia o post "Tristes detalhes do interior da Casa Kozák" e saiba como estava o local. Somente após esse triste episódio foi que a Casa Kozák recebeu tapumes para evitar que novas invasões ocorressem ao edifício que é bastante antigo, e sofre também com a falta de manutenção e com a ação do tempo. A placa da foto acima foi deixada para trás dentro da biblioteca, e nenhum dos dois órgãos consultados se responsabilizam por ela ou pelos outros objetos que encontravam-se em seu interior na época da invasão. Em resposta à indagação do blog Bibliotecas do Brasil sobre os objetos deixados no interior da Casa Kozák, a Fundação Cultural de Curitiba respondeu via Facebook:
"Com relação ao acervo lembramos que os objetos que pertenceram ao cineasta Vladimir Kozák são de responsabilidade da Secretaria Estadual da Cultura. Atenciosamente Coordenação de Comunicação da FCC".

Procuramos a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) com a mesma indagação, e o órgão nos respondeu o seguinte:
"Esclarecendo, não há nenhum objeto do acervo Kozák, com exceção do carro, dentro da casa. O que resta dos móveis e demais materiais faziam parte da biblioteca. Os bens móveis de Vladimir Kozák, destinados ao Museu Paranaense pela justiça, integram o acervo do museu desde o final dos anos 1970 e se encontram em bom estado de conservação, organização e catalogação, estando em processo de digitalização e inscrição no sistema Pergamum, é possível ter acesso ao que já foi cadastrado por meio do link www.memoria.pr.gov.br. Já o carro, pela falta de recursos, infelizmente escapa dessa condição. Sobre a referida placa, ela foi dada pela PMC (há a logomarca de Curitiba 300 anos, como se vê na foto) tendo sido dada à casa quando esta já era biblioteca municipal, não fazendo parte do acervo do homenageado. Qualquer dúvida, estamos à disposição. Atenciosamente, Bianca. Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Cultura do Paraná." 
O carro de Vladimir Kozák virou sucata no quintal de sua casa no Uberaba.



Não será possível à Prefeitura Municipal de Curitiba e a Secretaria de Estado da Cultura que trabalhem e colaborem entre si de forma concreta para favorecer a conservação do que resta da Rural Willys de Vladimir Kozák, para que as gerações futuras possam aprender a respeitar e apreciar essa herança cultural deixada ao bairro Uberaba e à cidade de Curitiba, já que as gerações atuais não podem nem ter contato com esse legado?

Vladimir Kozák foi um grande estudioso dos índios Xetá
Os índios Xetás foram quase dizimados por aqueles que queriam colonizar suas terras para o plantio de café na região noroeste do Paraná nas décadas de 1940 e 1950. Em 1956 Vladimir Kozák foi o fotógrafo e cinegrafista da expedição que travou contato com estes índios, e até hoje é lembrado como o homem que os fotografou pelos sobreviventes dessa tribo que visitaram sua casa em 1994, como descrito na placa abandonada no local. Confira a história dos índios Xetás nesse excelente documentário curta-metragem produzido pela WG7BR em 2010:


Encontramos também esse texto que nos conta um momento marcante da história da Biblioteca da Casa Kozák:
Em maio de 1994, o Círculo de Estudos Bandeirantes recebeu a visita de índios xetás. Durante três dias em Curitiba, os xetás visitaram a Universidade Livre do Meio Ambiente, viram exposição e exibição de filme na Universidade Federal do Paraná e visitaram a Biblioteca da Casa Kozák,432 da Fundação Cultural de Curitiba. Visitaram o Museu de Arqueologia e Etnografia de Paranaguá, o acervo etnográfico do Museu Paranaense e do Círculo de Estudos Bandeirantes e passearam pela cidade de Curitiba.
Na visita ao Círculo, o grupo de índios veio acompanhado pela pesquisadora e professora de Antropologia Blanca Guilhermina Rojas e funcionários da FUNAI e foi recebido pelo diretor do Círculo, professor Sebastião Ferrarini, e pelo presidente da ESIMPAR, professor Gotardo Ângelo Gerum.
Os visitantes xetás eram Tucanambá José Paraná, 47 anos; Kuein Manhaa’ei Nhaguakã Xetá (João), 60 anos; Tikuein (José Luciano da Silva), 44 anos; Claudemir da Silva (filho de Tikuein), 7 anos. Identificaram xetás em diversas fotos tiradas por Vladimir Kozák durante expedições de pesquisa do Dr. José Loureiro Ascenção Fernandes433 nos idos de 1950. Nenhuma das fotos trazia até então a identificação das pessoas registradas.
- Páginas 270 e 271 do livro Círculo de Estudos Bandeirantes Documentado de Sebastião Ferrarini, editado em 2011 pela Editora Universitária Champagnat.




Se a Casa Kozák, era a única biblioteca no Uberaba (o quinto maior bairro de Curitiba, com população de 72.056 habitantes segundo o Censo 2010) localizado na periferia onde os recursos na área da leitura e a diversidade de empreendimentos culturais são escassos e/ou inexistentes, por que ela não foi considerada como prioridade no orçamento do setor de cultura para ser conservada e preservada?

Garante-se a preservação fortalecendo as bibliotecas e garantindo que sejam realizadas medidas prévias de conservação, para que se assegure a continuidade delas e para que não sejam levadas ao fechamento definitivo ou por tempo indeterminado.

Fotos abandonadas no interior da Casa Kozák que foi invadida e teve seu interior depredado no mês de maio de 2014.


Objetos e móveis foram deixados para trás no interior da Casa Kozák, são peças que remetem à diferentes épocas do imóvel. Ainda estão em seu interior os materiais utilizados no dia a dia da biblioteca (potes de tinta, pincéis, quadros negros), móveis (um deles chamou mais a atenção, o balcão com uma vitrine com ilustrações deixadas em seu interior) assim como objetos ligados à memória de Vladimir Kozák que poderiam ter sido reutilizados em outros espaços culturais da cidade, como a placa em homenagem à visita dos índios Xetá à Casa e o seu carro, uma Rural Willys completamente enferrujada e sem proteção no quintal dos fundos. (Leia o artigo na íntegra)

Até hoje não foi publicada nos sites oficiais e redes sociais dos órgãos responsáveis pelas duas bibliotecas que estão fechadas ao público desde 2011 (Casa Kozák e Casa da Leitura Franco Giglio) uma lista detalhada sobre o atual estado de conservação delas, sobre a natureza das intervenções pelas quais elas precisam passar, nem foi informado o orçamento discriminativo que será destinado aos reparos/reformas.
Com estas dúvidas em mente e com o intuito de lançar luz sobre o assunto, elaboramos quinze perguntas para serem respondidas pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Enviamos as questões no dia 08/07/2014 (há 7 dias) e não obtivemos resposta até hoje (15/07/2014). Enquanto continuamos aguardando as respostas, abrimos as perguntas aos leitores do Bibliotecas do Brasil, pois é do interesse público que elas sejam respondidas e justificadas. 

Deveria ser de extrema prioridade para aqueles que detêm a responsabilidade pelos bens culturais de nossas cidades, como são as bibliotecas públicas, fazer o necessário para preservá-las, protegê-las da depredação e da ação do tempo, conservá-las para que elas possam ter continuidade, e deixar sempre às claras de maneira acessível e fácil de serem consultadas todas as informações sobre a atual situação delas, os projetos para o futuro discriminados, os prazos para realização desses projetos determinados, além de fornecerem alternativas nos próprios bairros para que a comunidade não perca o vínculo físico e sentimental com esses espaços culturais enquanto eles aguardam as reformas, restauros e reparos. 

Depois que uma biblioteca é fechada ao público, é muito difícil que reabra novamente. Quantas gerações de possíveis novos leitores já passaram pelo bairro Uberaba nesses 3 últimos anos sem a presença e o estímulo de uma biblioteca ativa e atuante no local?



Seguem as perguntas abaixo que enviamos à PMC, se alguém se sentir à vontade para nos ajudar à respondê-las, pode entrar em contato através do nosso email contato@bibliotecasdobrasil.com

Perguntas para a Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba


  1. Por que não foram adotadas medidas de manutenção regular para assegurar a conservação e o funcionamento da Casa Kozák e evitar o fechamento?
  2. Por que não foram tomadas medidas de conservação de emergência para garantir pelo menos o funcionamento parcial da biblioteca e optou-se pelo fechamento definitivo?
  3. Por que não foi publicado em jornais e no próprio site da PMC/FCC e levada ao público com antecedência a notícia sobre o fechamento da Casa Kozák? Essa informação foi publicada no site somente na véspera do fechamento.
  4. Além dos tapumes, que outras providências foram tomadas para evitar que a Casa continue se deteriorando?  
  5. Foi providenciada uma limpeza e feita a desinfecção da Casa Kozák, visto que ela estava infestada de fezes de pombas (o teto e o assoalho do segundo andar) bem como o banheiro que estava todo urinado e defecado pelas pessoas que invadiram o local? Fotos: http://www.bibliotecasdobrasil.com/2014/05/tristes-detalhes-do-interior-da-casa.html
  6. Foi providenciada uma proteção para a Rural Willys, carro de Vladimir Kozák que encontra-se no quintal?
  7. Solicitamos à Prefeitura Municipal de Curitiba e à Fundação Cultural uma listagem atual detalhada sobre as condições estruturais da Casa Kozák.
  8. Solicitamos a descrição das intervenções consideradas necessárias: será feita uma reforma, restauro ou a edificação de um novo prédio? Se for reforma ou restauro, serão parciais ou completos? Ou será feita a demolição da Casa Kozák para que outro prédio totalmente novo seja edificado? 
  9. Solicitamos a descrição das despesas orçamentárias que serão necessárias para essas intervenções.
  10. O croqui do projeto que o vereador Hélio Wirbinski tem divulgado em seu site é legítimo? (http://www.heliowirbiski.com.br/noticia/14-03-2014/emendas-para-reforma-da-casa-kozak
  11. Se é legítimo, por que esse croqui não está publicado no site da PMC, nem no site da FCC e nem no site do IPPUC (sendo que o nome do órgão está no croqui)? 
  12. Por que o projeto não mantém os contornos arquitetônicos antigos originais da Casa Kozák, o estilo tcheco, as características da Casa e seus elementos? 
  13. Quem assinou o projeto? 
  14. Onde ele está disponível para consulta e informações? 
  15. Por que a grafia do nome “Kozák” está errado no projeto?
Daniele Carneiro e Juliano Rocha - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com
Fotos: Daniele Carneiro e Roberto MC.
Arte: Juliano Rocha

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sábado, 12 de julho de 2014

Bibliotecas do Brasil Inbox #14

Esta semana na Bibliotecas do Brasil Inbox #14 temos um texto sobre as sujeiras políticas na série House of Cards e como isso pode nos ajudar a sermos independentes, um texto sobre a preservação de bibliotecas baseado nas cartas da UNESCO sobre patrimônio histórico e cultural, além das habituais dicas, selinho da semana, as notícias dessa semana e a agenda cultural que pode te ajudar a escolher um bom programa para elevar o espírito nessa semana vindoura.
Não perca tempo e assine hoje a nossa newsletter, e tenha acesso imediato a todas as edições que já enviamos, é só clicar e se inscrever gratuitamente no link: http://eepurl.com/R2rGf.

Texto e arte: Juliano Rocha
Foto: Imp awards

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Visita ao G-MÃO - Grupo de Mãos em Ação em Gravataí/RS

Durante nossa viagem para Porto Alegre tivemos a oportunidade de conhecer e acompanhar o trabalho social desenvolvido pelo grupo de mulheres solidárias G-MÃO - Grupo de Mãos em Ação na cidade de Gravataí. Acompanhamos a contação de histórias feita por uma voluntária para as crianças e a roda de artesanato para as mães e mulheres da Vila Morada dos Carvalhos, que são realizadas pelas amigas Ana Cruz, Maria Teresa da Cunha e Leticia Tafra Fontoura.


Uma das grandes preocupações da Leticia é de que as crianças tenham o acesso facilitado aos livros desde bem pequenas e possam desenvolver o prazer pela leitura. Na Vila Morada dos Carvalhos não existe nenhuma biblioteca ou escola pública próximas. Leticia se dedica voluntariamente à incentivar a leitura e providenciar a doação de livros para as crianças com sua Biblioteca Itinerante Estrela do Saber. Ela arrecada livros o ano todo para possibilitar que as crianças possam ter um contato maior com a leitura e o mundo cultural. Caso queira doar livros de literatura infantil, infanto-juvenil e também gibis pode entrar em contato diretamente com ela pelo email: titchalua@terra.com.br ou pelo Facebook do G-MÃO: https://www.facebook.com/GMAOgrupodemaosemacao


Além das atividades recreativas de pintura, desenho e leitura, o G-MÃO dá um lanche caprichado para as crianças da Vila Morada dos Carvalhos que são apaixonadas por achocolatado e pão com mortadela. O lanche também é arrecadado semanalmente ou financiado pelas voluntárias. As mulheres do G-Mão também providenciam lanche para as mães que fazem aulas de fuxico. Elas estão montando uma colcha belíssima com fuxicos que será rifada assim que ficar pronta. Duas mil peças de fuxico já estão prontas.


O artesanato é uma forma de conseguir uma renda e aumentar a autoestima das mulheres da comunidade. Na foto acima a moradora Karina costura um fuxico.


As mães da Vila Morada dos Carvalhos passam por muitas dificuldades, o bairro fica numa área rural e afastada onde não há ônibus que leve as crianças para a escola e o barro da estrada que leva ao bairro é digno de off-road. O G-Mão aceita doações de alimentos e produtos de primeira necessidade o ano inteiro: arroz, feijão, açúcar, molho de tomate, enlatados, café e bolachas são altamente necessários, assim como produtos para higiene pessoal, roupas e calçados para crianças e adultos. O contato para doações pode ser feito direto com a Leticia Tafra Fontoura.


Na foto a voluntária Luciane faz uma atividade recreativa com as crianças. Todo o trabalho realizado na Morada dos Carvalhos é voluntário. A luta do grupo solidário é para fechar o barracão onde as atividades acontecem e transformá-lo em um centro cultural. O barracão ganhou um piso depois de três anos de muita luta da comunidade, mas é fundamental que consigam as paredes para fechá-lo, proteger as crianças e suas mães do frio e então começar a montar a infra-estrutura do local.

Daniele Carneiro e Juliano Rocha participando das atividades recreativas na Morada dos Carvalhos realizadas pelo G-MÃO e suas voluntárias.


Esse barracão onde as atividades são realizadas já teve dias bem mais complicados, como ele não tinha piso, as atividades aconteciam praticamente no meio da rua, e quase fora do telhado por causa da lama que se formava em dia de chuva, sem contar que com o frio que faz em Gravataí, não é nem um pouco animador ficar exposto às baixas temperaturas para fazer o artesanato e as atividades com as crianças. Leticia nos contou que "o calçamento foi feito pela prefeitura depois de muita luta da comunidade, liderada pelo Gaúcho (Alexandre, líder comunitário). É o mínimo que eles poderiam fazer por pessoas que estão isoladas na periferia, à margem do comércio, dos meios de transporte e de oportunidades de emprego. O calçamento trouxe um pouco de conforto, higiene e dignidade. Mas, ainda estamos bem longe das condições ideais para a vivência inclusiva que tanto sonhamos".
Agora que este problema está resolvido, a vontade de todos é conseguir finalizar o barracão, construindo paredes e transformá-lo em um centro cultural que atenda os moradores da Vila Morada dos Carvalhos. Leia o artigo "solidariedade que edifica" e fique por dentro da história e das necessidades da Morada dos Carvalhos, de seus moradores e do barracão.

Mesmo em dias de muito frio as crianças comparecerem com suas mães para participar das atividades realizadas pelo G-MÃO.

Daniele Carneiro com a moradora Rosane e seu filho Maicon. 




A Biblioteca Itinerante Estrela do Saber, mantida pela Letícia, facilita o acesso das crianças da Morada dos Carvalhos aos livros e assim como as crianças atendidas pelas atividades de incentivo à leitura da Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa, elas simplesmente se mostram apaixonadas pelos livros. Editoras e autores nacionais que quiserem colaborar diretamente com a iniciativa, podem entrar em contato direto com a Leticia, para fortalecer esse contato entre as crianças e os livros.


As crianças recebem os livros muito bem e adoram uma contação de histórias. Nessa foto estão os meninos Diogo, Michel e Eduardo.


Hora do lanche para esquentar um dia muito frio


O Thomas é um menininho muito inteligente da Morada dos Carvalhos que ainda não está em idade escolar mas que logo irá entrar. Enquanto isso, sua mãe o incentiva a realizar atividades educativas, a reconhecer o alfabeto e formar palavras. Ele veio nos mostrar orgulhoso o caderno cheio de atividades que ele faz com a ajuda da mãe, e ele disse que não vê a hora em que possa começar a frequentar a escola. Nós ficamos muito felizes em conhecer o Thomas e tiramos essa foto dele com o caderno para mostrar todo o esmero com que ele realiza suas tarefas.

Apadrinhamento: Quando nasce uma criança na Morada dos Carvalhos ou alguma nova família se muda para a vila, as voluntárias do G-MÃO convidam pelo Facebook pessoas que queiram voluntariamente apadrinhar as crianças, para dar um presente de aniversário e de natal até os 14 anos, como um incentivo à prática da solidariedade e da fraternidade com essas crianças que vivem em um bairro praticamente sem infra-estrutura. A Leticia conta que "algumas madrinhas, a maioria são mulheres, ajudam o ano todo com roupinhas, material escolar ou alimentos". Na fotoa a Ísis está ganhando um presente enviado por sua madrinha.

O Thomas e a Ísis com a Leticia Fontoura do G-MÃO. O Thomas escreveu essa cartinha para a Leticia, e nos mostrou o caderno dele onde está aprendendo a ler e escrever antes mesmo de ir para a escola.

Daniele Carneiro do blog Bibliotecas do Brasil, Ana Cruz e Leticia Fontoura

O Michel tirou a jaqueta para nos mostrar sua camiseta do Brasil

A Andrea adora os livros que a Leticia leva para distribuir para as crianças e fez questão de aparecer nas fotos com o seu exemplar escolhido para ler

Conheça os produtos que o G-MÃO arrecada o ano todo e colabore com o desenvolvimento da Vila Morada dos Carvalhos:

  • Biblioteca Estrela do Saber: livros infantis, infanto-juvenis e gibis para a Biblioteca Itinerante Estrela do Saber. Material escolar e suprimentos de papelaria para atividades educativas e recreativas com as crianças;
  • Roupas: doação de roupas infantis e femininas, agasalhos e cobertores em bom estado. Sapatos infantis e para adultos em bom estado, que ainda possam ser utilizados;
  • Alimentos em geral: leite, achocolatados, biscoitos, arroz, feijão, óleo, açúcar, polenta, massa, molho, farinha e enlatados, todos dentro do prazo de consumo;
  • Utilidades domésticas: o grupo também aceita doação de tapetes (exceto carpetes), tecidos, tesouras de costura, caixas de plástico organizadoras e demais produtos que possam ser utilizados nas aulas de artesanato. Material de limpeza, vassouras, baldes e esfregões também são aceitos;
  • Higiene pessoal: artigos para higiene pessoal de todos os tipos, fraldas para bebês e fraldas geriátricas. Duas mulheres estão grávidas na Vila e nesse momento o grupo arrecada produtos para o enxoval.
A Leticia Fontoura que é uma das responsáveis pelo trabalho do G-MÃO, recebe as doações de livros e demais produtos em seu endereço: Avenida José Loureiro da Silva, nº 1056, Centro, Gravataí/RS - CEP: 94010-000 ou a entrega das doações pode ser combinada via Facebook: https://www.facebook.com/GMAOgrupodemaosemacao

Texto: Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil
Fotos: Daniele Carneiro e Juliano Rocha

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