Blackout Poems de Austin Kleon

10.12.14

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Blackout Poems de Austin Kleon 


Blackout poem de Dani Carneiro - Bibliotecas do Brasil
              
Uma das coisas mais legais que conheci ao começar a acompanhar os escritos de Austin Kleon, autor de Roube Como um Artista pela internet, foram os "blackout poems” que ele faz. Ele até chegou a lançar um livro com poemas criados em cima de jornais. Ele pega um artigo de jornal e um pincel atômico e vai criando poesias em cima da folha, grafitando as palavras que quer esconder, criando desenhos, colocando flechas e marcas que criam um novo texto, e dão um novo sentido aquele texto que já estava publicado. Dessa forma nascem os seus poemas. Esse exercício criativo resultou na poesia do livro Newspaper Blackout. Em vez de começar com uma página em branco, Kleon pega um jornal e um pincel atômico e elimina as palavras que ele não precisa.
Trata-se de um exercício matinal que ele faz e também encoraja as pessoas a fazerem para deixar a criatividade fluir. Para isso basta pegar um jornal ou um livro qualquer. Certifique-se primeiramente que ele é seu, e que não será mais relido ou doado - sempre tem alguns livros com destino totalmente incerto - e grafite-o destacando as palavras que mais lhe chamam a atenção ou que fazem mais sentido para você. A ordem de seleção das palavras você decide de acordo com aquilo que lhe for mais interessante no momento.

Blackout poem feito pela Leticia Fontoura das inicitivas Leitura no Varal e Ronda da Fraternidade

Inspirada pelos blackout poems de Austin Kleon, separei alguns livros de poema bem velhinhos que tinha em casa, alguns de gosto bem duvidoso, comprei um pincel atômico em uma lojinha de Guaratuba, e aproveitando o silêncio de atividades humanas, e a presença pra lá de bem vinda de várias espécies de pássaros, comecei a fazer os exercícios para deixar a criatividade fluir, comecei a criar meus próprios poemas a partir dos poemas que conheci com Austin Kleon. Imediatamente achei aquela atividade bem divertida. É gostoso de fazer, desanuvia a mente, e dá uma sensação de paz depois que você grafita um livro todo dando-lhe um novo sentido. É como se todo um novo livro pudesse ser criado em cima de um livro já existente. E dependendo do caso é como se salvasse um livro ruim.


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Texto: Daniele Carneiro - Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com
Foto: Daniele Carneiro, Leticia Fontoura

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